A síndrome da resistência da via aérea superior (SRVAS) é um distúrbio respiratório do sono, descrito por Guilleminault et al., em 1993, para identificar pacientes que apresentam aumento do esforço respiratório e limitação ao fluxo aéreo durante o sono, associado com aumento na resistência da via aérea superior durante o sono.
Estes pacientes geralmente queixam-se de sonolência diurna, fadiga, ronco e dificuldade para manter o sono. Queixas relacionadas a prejuízo cognitivo, cefaleia, ansiedade e irritabilidade também são frequentes. O exame físico demonstra obstrução nasal, aumento dos tecidos moles e anormalidades craniofaciais associadas à diminuição no espaço aéreo superior. A polissonografia noturna não apresenta apneias e hipopneias suficientes para o diagnóstico da síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS), e as anormalidades respiratórias consistem de períodos de aumento do esforço respiratório, fragmentação do sono, presença de eventos respiratórios relacionados ao despertar e presença de achatamento da curva respiratória, o que indica limitação ao fluxo aéreo. Controvérsias existem em relação
à caracterização da síndrome da resistência da via aérea superior, como sendo parte de um contínuo com outros distúrbios de sono ou como uma entidade clínica distinta que não necessariamente progride à síndrome da apneia obstrutiva do sono. O tratamento da síndrome da resistência da via aérea superior é mais desafiante do que o da síndrome da apneia obstrutiva do sono, uma vez que os pacientes têm menor tolerância ao uso do CPAP (continuous positive air pressure). Outras modalidades de tratamento tem sido investigadas, contudo, a resposta a estas modalidades não esta totalmente estabelecida para a prática clínica. O reconhecimento da síndrome da resistência da via aérea superior é importante, uma vez que pode prevenir consequências a longo prazo para formas mais graves de distúrbios respiratórios do sono.
Fonte: Sleep science

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